Minha viagem pra Salvador, Bahia

Salvador, Bahia, é com certeza uma viagem obrigatória. Mesmo sem fazer nenhuma trilha e nem entrar no meio do mato eu digo com propriedade: A Bahia é linda meu amigo!

Já na saída do aeroporto você fica besta com a beleza da avenida, ela é acompanhada por um paredão de bambus que formão uma passarela linda, como era noite as lâmpadas coloridas no chão estavam ligadas e davam um toque mágico para o lugar: Parabéns, você está entrando em Wonderland! Rsrs.

Já o interior da cidade é todo cultural, com aquele ar rústico cheio de história e passado sabe? Se não fosse pelo axé presente em alto e bom som, as ruas de paralelepipedos, as casas estilo barroco e o cheiro de mar te levariam para um outro tempo. As texturas nas paredes te levam pra anos atrás e os grafites te trazem pro presente. Uma viagem visual.

Bom, minha viagem para a Bahia foi na verdade uma visita ao meu pai que morava lá na época, então “papis” foi o guia da parada, logo, já podemos imaginar que o álcool foi moderadadamente abaixo dos meus padrões aceitáveis e os palavrões repreendidos, maaaaas voltando ao assunto, o primeiro lugar que o senhorio me levou foi para o Farol da Barra, e foi lá que presenciei a cena mais clássica e cômica da Bahia!

Estou eu turista típica, loira, branca cor de leite coalhado e azedo olhando os colares que só turista compra. Meu pai e minha madrasta que, convenhamos, depois de dois anos lá já estavam com a cor, sotaque e jeito de bahianos, estavam muito pacientes com minha babeira por tudo, então após eu olhar por trocentos anos um colar meu pai resolve perguntar o preço. O moço olha pro meu pai, olha pra mim, olha pro meu pai:
-Pro senhor é 3 reais!
Ai uma moça que estava do lado, com as mesmas características que eu, ou seja, TURÍSTA, se vira e pergunta quanto é mesmo?
–  Dez reais
Indignação, cara de WTF: – Como assim? Você acabou de falar que era três!
– “Relaaaaxe neguinha. você iistá na bahia!! É deis reais!!

Pausa para rir horrores com a lembrança
Obs: a moça não comprou o colar.

Mas voltando ao farol: então ele é, alto. E tem um museu lá dentro com representações em miniaturas de barcos, caravelas e barcos 😉 , além de uma parede cheia de garrafas de vidro com barquinhos dentro, eu adoro isso, imagino um velhinho com cabelo em forma de penico, só dos lados, manja?!, com aqueles óculos que tem vários graus, montando pacientemente os barcos dentro das garrafas, em uma cabana aconchegante de madeira com uma fogueira acessa no fundo e um prato de biscoitos e um copo de leite do lado. soooo cute.

Então, farol! Tem um canhão ali, não sei bem pra que, mas é um canhão, é legal tirar foto lá e é isso que eu tenho pra dizer sobre o fato. Ah, tem uma vendinha lá que vende um café daora.

Também passamos pelo Elevador Lacerda, que é só um elevador, pelo centro aonde vimos uma legítima bahiana, legítimos capoeristas e trocentas legitimas igrejas, defina legítima, mas foi na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco que, no meio de bonecos aterrorizantes e assustadores eu achei deus, isso mesmo, deus. Ou Michael Jackson, o que você preferir, demaaaais manolo.

Continuando, a igreja era cheia de lindas esculturas, pinturas e azulejos azuis, salas enormes, roupas feitas de ouro e outras coisas muito massas, mas o Michael Jackson, arrasou brou!

Pulando pro próximo point interessante: Praia do Forte. Pra começar lá tem um centro do Projeto Tamar, instituição que cuida das tartarugas, e lá é cheio de tartarugas, ááá vá, tubarões, estrelas do mar, que não tem nada a ver com o Patrick, cocozinhos do mar, não sei o nome e não me interesso em saber, pra mim parece um coco que se meche, tipo aqueles que meu irmão mais velho me chamava pra ver dizendo que era uma coisa interessante mas ele só queria me sacanear, raias e mais um monte de animal marinho. O valor de entrada não é caro e se você tiver carteirinha de estudante tem direito a meia.

Venha mergulhar, snorkel, em um dos melhores lugares da Praia do Forte. Clique aqui

A praia lá é ótima também, você pode sentar numa cadeira de praia, tomar uma cerveja e comer um camarão frito. Mas pra você dar um mergulho tem algo muito mais interessante que uma simples praia, se você andar um pouquinho mais pra frente você vai acabar encontrando várias piscinas naturais aonde você pode deitar e moscar a vontade. E, se procurar um pouquinho, você vai encontrar água viva, caranguejo e siris lindos! ❤️

Agora, coisa de morador, Salvador não é só praia, se você quiser tirar um dia pra dar uma nadada em água doce lá tem a Lagoa de Abaeté, é como se fosse uma prainha mas é cercado por montanhas, areia branca e coqueiros. É com certeza um ótimo lugar pra dar uma descansada da água salgada do mar.

Resumindo pra chegar ao fim: eu fui no mercadão, esperei 500 anos por uma cerveja em um restaurante que não estava cheio, comprei um berimbau que não da pra ser tocado, fiz tranças do reggae, turistona mesmo né?!, no cabelo, acordei 5 hrs da manhã pra ver o sol nascer, andei descalça na praia, comi um acarajé apimentado e troquei uma proza com Vinícios de Moraes, as praias nem precisa falar, elas são todas, lindas, lindas e lindas.

Agora relaxe, você está lendo um post da Bahia.


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