Minha viagem pra Curitiba, Paraná

Sabe quando você faz um planejamento perfeito de uma viagem? E tudo sai exatamente, mas exatamente diferente de tudo que você planejou. Então, o planejamento dessa viagem foi de escalada. Passar 3 dias escalando em Curitiba, um sonho né? Mas o destino não é assim tão legal. Depois de passar quase 8 horas dirigindo por uma estrada maravilhosamente horrível chegamos na casa do meu amigo Aranha, e como o tempo não estava dos melhores resolvemos visitar uma cachoeira no primeiro dia. Salto São Francisco foi a escolhida, uma das maiores cachoeiras do Brasil, a quinta maior para ser exata, com 196 metros de altura. Vamos passar o dia fazendo trilha, a gente disse, vamos ficar no meio do mato o dia inteiro, a gente sonhou, vamos nos aventurar, a gente se iludiu. O caminho de 2 horas até a cachoeira se tornou 5 horas quando no meio do caminho o carro parou e precisou que trocasse o óleo, nããão, não só trocar o óleo, mas de uma limpeza completa porque aparentemente a parte interna do carro também precisa disso, pra mim é abobrinha, mas aparentemente o pessoal concordou, e assim gastamos mais 3 horas enquanto todo o sistema do lugar onde vai o óleo era limpado.

Terminado esse detalhe tosco, seguimos para o nosso caminho e enfrentamos duas difíceis escolhas. Tínhamos duas opções de trilha, uma para ir até a base da cachoeira, outra para ir até o topo. A caminhada até a base era, se não me engano de 3 horas de caminhada, o que seria perfeito se não fosse pelo fato de que a gente estava 3 horas atrasados, e que se a gente fizesse isso iria escurecer com a gente ainda dentro da mata. Então fizemos a escolha mais segura, o que pra deixar registrado vai totalmente contra os meus princípios, mas vamos lá rumo ao topo da cachoeira. O que não foi nada mal, na verdade foi lindo, no final nunca há escolha errada quando você esta no meio do mato. Logo depois de apenas uns 20 minutos de caminhada, nós já chegamos num  mirante para a cachoeira que era um pouco longe da cachoeira. Uma barreira nos mantinha a distancia.

Eu não acredito em barreiras, nem nas físicas, então não demorou nem dois segundos pra gente tomar a decisão de pular a barreira e ir para perto da cachoeira. Veja bem, não estou falando pra você fazer isso hein, existe uma razão de eles terem colocado essa barreira, e o risco de queda do topo da cachoeira é um deles. Lembre-se que se você ir para a água a pressão e velocidade do rio pode pegar você e te jogar da cachoeira, e ai, adeus adeus querido leitor. kkkk

Nós só pulamos para poder observar as coisas, tirar fotos e logo saímos de lá e continuamos a trilha. Achando outra cachoeira logo em seguida. Essa você pode ir perto, sentar nas pedras e tem até um banco lá se quiser dar uma relaxada ouvindo o som da água caindo com uma visão digna de um quadro. Dessa cachoeira já tem uma trilha fácil para a entrada do parque e ai casa.

No dia seguinte fomos escalar em São Luis do Purunã, lugar perfeito e com um estacionamento perto, dica: estacionem perto do pedágio,  você vai ter que andar mais porém é mais seguro e meu amigo disse que as vezes há roubos de carro na área. Pra chegar na parede é só você ir indo pela trilha, que esta bem demarcada e é muito massa, já que já durante a trilha você faz uma escalaminhada se levar em conta que precisa descer uma parte que é tipo uma escada na parede aonde você se apoia para descer em raízes de arvores e uns pedaços fixos de metais já instalados na parede. Ai é só ir andando por cerca da montanha até chegar na paredes de escalada. No meu caso, já havia um tempo que eu não escalava, estamos no inverno tio, não me julga não. Então, nós resolvemos fazer a mais fácil das poucas que estavam secas naquele dia, no caso era uma 5c, porca miséria, e infelizmente o meu “a muito tempo que não escalava” estava mais claro do que eu gostaria vendo que não consegui chegar nem a metade da via, aonde se encontrava a “crucx (parte difícil) da via. O “mov” era um movimento em pêndulo para alcançar uma agarra alta. O problema, para mim ao menos, era que a primeira agarra era muito pequena, e o espaço era mais alto que minha pessoa e meia. E depois de tentar por uma meia hora e encher os meus dedos de bolha eu acabei desistindo. Triste fim de uma tarde chuvosa de escalada. Não existe maior dor do que abandonar uma via que você sabe que não vai poder volar tão cedo. Mas, eu não tinha mais condições de continuar, então aceita que dói menos né. O objetivo era escalar, mas mesmo com a falha nesse quesito a trilha compensou, ainda mais que a volta foi no meio da noite, eu adoro ficar no meio da mata a noite. É tão exposto, livre, selvagem. Tem algo na mata e na lua que juntos te libertam.

O dia seguinte foi dia de turistar, primeiro fomos no Jardim Botânico de Curitiba, o lugar é lindo, tem lago, passarinho e flores, obviamente. Ali gastamos umas boas duas horas, só relaxando e passeando. E comendo, claro, na entrada do jardim tem um vendedor de crepe maravilhoso.

Depois fomos ver a vista panorâmica da cidade pela Antena da Oi. Como eu sempre carrego um binóculos para essas situações nós já ativamos modo espião e ficamos olhando a vida na cidade. E um dos meus jogos preferidos é ficar procurando coisas interessantes e desafiar os amigos, o Pedro no caso, para descobrir onde estão. É tipo procurando o Wally modo ao vivo. Muito interessante e tals, mas não da pra passar um dia inteiro lá, então logo saímos e fomos, adivinha?? Comprar vinho e queijo, obviamente. Sabe, eu não sou muito chegada em vinho, mas queria comprar pros anfitriões da casa. Sempre que fico na casa de um amigo gosto de comprar um presente antes de ir embora. Fato triste que aconteceu logo depois das compras.


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