Minha viagem pra Monte Verde, Minas Gerais

Monte verde é role certo pra praticamente todos os tipos de role. Quer trilha? Tem trilha. Quer um role romântico? Vai ficar até enjoado de tanto romantismo. Quer lugar frio? Tem frio. Aventura? Moto quatro rodas. Altura? Tirolesa. Entenderam o recado né? No nosso caso o plano era fazer trilha. 

Nós fomos como que em um bate e volta, eu moro a cerca de 3 horas da cidade, e ao chegar nós já paramos para tomar um café da manhã. Meu, você tá em Minas Gerais, tem que tomar café da manhã aqui, não há comida nesse mundo que se compare com a comida de minas, eles mandam muuuito bem. Mas que seja, depois do maravilhoso café, nós voltamos para o plano da trilha. O cronograma era para a trilha do pico da onça mas no caminho para a trilha nós paramos para conversar com uma moradora que nos avisou que a trilha no momento não estava em boas condições por causa da chuva nos dias anteriores, mas que a gente poderia fazer a trilha do pico do selado que era muito top também, e depois de uma longa discussão de 30 segundos decidimos pela trilha do selado.

Para chegar na trilha do selado: Entrando na cidade é só você ir reto pela rua principal até chegar no Bradesco, aonde você vira a direita (antes da ponte), na rua do shopping. Essa rua possui várias placas indicando o caminho, caso você vá sempre reto você cai no trilha da onça, mas caso vire na placa do pico do selado, você cai no pico do selado. Dããããã. O lugar possui estacionamento e logo na entrada tem uma barraquinha de frutas com um pessoal muito gente boa, e também com os mapas das trilhas, coisa que eu super aconselho a vocês tirarem fotos para ter como base caso se percam.

A trilha começa com uma subida, nada muito complicado, e logo depois vai caindo em várias bifurcações, sabe, eu tenho uma teoria que saiu do meu cérebro para essas situações, eu sempre pego a que tem mais cara de ser a trilha certa, ou, se estou na dúvida, pego a da esquerda. Pode falar o que falar, o importante é que sempre da certo. No caminho você vai passar por um amontoado de pedras, que não é nada de mais, mas eu me divirto com pedra então sempre falo delas, e depois de uns 20 minutos de caminhada já vai cair no primeiro pico da trilha, o pico da bruxa, que é um mini platô, de onde você pode ver o pico do selado. Você pode sentar ai e descansar enquanto aproveita a visão antes de voltar pra trilha.

Trilha que não tem erro, é só ir seguindo o caminho que você vai cair num plato gigante no meio da mata, da onde você tem entrada pra praticamente todas as trilhas do lugar. Aqui eu tenho uma recomendação muito forte para vocês, marquem a saída. Como ali tem entrada pra quase todas as trilhas é muito fácil vocês se perderem na volta, acredite, acontece, então segue meu conselho e faz um amontoado de pedras que você saiba reconhecer na volta e bora continuar. Logo abaixo do plato, você vai ver a placa da entrada do pico do selado, então, obviamente, é por ali que você tem que ir. E lá estávamos nós na trilha quando de repente aparece um dog (modo paulista de dizer cachorro), que começou a ir na nossa frente e parar nas bifurcações para mostrar pra gente qual era o melhor caminho (ninguém ensinou pra ele a teoria do sempre pra esquerda, mas isso não vem ao caso). Meu, o dog tava literalmente guiando a gente, ele era um cão guia. kkk. E tudo estava lindo, até a gente encontrar um cara, o bendido estava fazendo a mesma trilha que a gente mas sozinho. Ai sabe o que aconteceu? O dog foi com ele, deixou nóis pra trás pra ir com o cara que estava mais rápido. Meu, o dog chamou nóis de lerdo na cara. Assim sem dó mesmo. Firmeza pro ce dog! Firmeza! Mas tudo bem, eu entendo, você queria dar um role e a gente tava super lerdo, especialmente eu que estava afundando meu pé em todos os poços de lama que tinham por ai. Eu sei, eu sei, choveu e a gente precisa estar atento na trilha, mas eu simplesmente não consigo. Um pássaro cantando, um inseto voando, uma folha com o reflexo do sol, é tudo tão bonito que quando eu vejo eu to atolada no meio do barro da trilha.

Momento music: ” to ficando atoladinha, to ficando atoladinha, calma, calma foguentinha”

Continuando a trilha, a gente teve continuar sem o dog mesmo. Tem uma coisa especial nessa trilha, antes de você chegar no pico do selado, você passa por vários picos sabe? Vários pontos da onde você pode ter uma visão sensacional. E ai você vai contornando todos esses picos até chegar na pedra mais alta, um lugar que não tem mais pra onde você ir. Ai então, você chegou na pedra do selado. Logo:
– Gente acabou as opções de trilha? Você chegou!
– Ai, acho que esse treco aqui parece uma trilha? Você não chegou, continue a nadar pequeno Nemo.

No final você vai chegar em um pequeno plato, aonde você tem a visão de tudo. A esquerda você pode se aventurar a dar uma descida até o limite aonde você pode ver as arvores nascendo a baixo e a direita você tem um lugar massa pra sentar e apreciar, e foi onde ficamos por umas boas duas horas, conversando, olhando a paisagem, até um rango a gente comeu. E de la na observação da paisagem a gente notou uma grande névoa vindo em nossa direção. (escrevendo como em livro de terror, então por favor, leia dessa forma), e a gente vendo a névoa se aproximando lentamente enquanto a gente inocentemente admirava sua beleza sem entender seu real perigo. Até que resolvemos voltar, e ao chegar no plato ela estava lá. A névoa, encobrindo todas as saídas, todas as entradas, todas as trilhas.

Até então, eu não tinha me dado a dica dos amontoados de pedra, então adivinha?? A gente não sabia qual trilha pegar, e então? Escolhemos uma pela poder da dedução de entrar na primeira que a gente viu, e ai fomos indo, e indo, e indo. Até começar a ficar meio estranho, será que a gente passou por aqui? Eu nunca vi essas pedras, e essa trilha ta diferente da outra né? Hey, e esse rio aqui? Eu nem sabia que tinha rio aqui! Pera, como raios tem um rio na volta, se na ida não tinha rio nenhum?? Eu tenho um leve sentimento de que talvez, veja bem, talvez, a gente tenha pego o caminho errado.

Então, humildemente, nós usamos a nossa super visão pra declarar que a água estava limpa o suficiente para enchermos nossas garrafa de água, não aconselho ninguém a fazer isso mas se tiver com sede, bom, a empresa de vermifugo agradece. E então, voltamos pelo caminho, pois o nosso profundo estudo dos casos apresentados nos levou a conclusão que poderíamos estar no caminho errado.

Meu, que foi isso, sabe, pra chegar no riozinho estava tranquilo, descidona. Vários degraus. Agora a subida? Qué isso José, pra que isso? Pra castigar os pobres já castigados? A volta dos que não foram porque erraram o caminho? Senhor da glória Maria de José. Tem cabimento isso não, alguém vai la e instala uma escada elétrica, por favor. E depois de todo esse esforço, você pensa, vão chegar no plato e vai estar tudo certo. Mas claro que não!!!! A névoa ainda tava la desgraça, cobrindo todas as entradas. Então, veja bem, a gente fez como qualquer pessoa extramente analítica faria. Entramos as trilhas que víamos pela caminho kkkkk.

Se não reconhecíamos voltávamos e íamos para a próxima. A gente usou profundas analise de pegadas, de marca de tênis e até galho quebrado, até, depois de uma eternidade, nos depararmos com marcas caninas, sim, uma pata, meeeeu o espirito do dog tava guiando nóis. Abençoado dog. E por essa trilha nóis fomos. E tudo estava lindo, é aqui mesmo, reconheço essas pedras, reconheço esse pico, reconheço essa borboleta que ta voando aqui. Tudo lindo, tudo maravilhoso, tão bom que a gente ficou relaxado e parou de prestar atenção de novo. E quando de repente a gente caiu num pico daora e paramos para admirar a paisagem, nossa gente que vista daora. E… hey, a gente não passou aqui na ida não!! OOOOOOOOOOOOO CACETE VIU!! O bom é que a gente achou um povo que tava por lá que nos informou que estávamos na pedra redonda, que é logo no começo da trilha, só que pra um lado diferente da trilha do selado. Então, com a ajuda da galera, a gente chegou na barraquinha de sucos depois de uns 5 metros.

Sabe, a gente ficou varias horas nesse trilha, a nossa sorte é que era verão, então estava anoitecendo tarde. E quando saímos de lá ainda tinha sol. Mas atenção nisso gente, as vezes da erro.


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