Brasil: Santos, SP

Santos, ó santos!

Sabe quando junta aquele pessoal que só faz merda? Então, minha família.
Era um sábado chuvoso no bar com os brothers e o Meinha, nada de mais até algum imbecil, aposto que foi o Eric (irmãos mais velho), sugerir de irmos pra praia. Eu quero fazer um comentário aqui: era tarde da noite, a gente tava bêbado e o carro estava em péssimas condições de ir até a padaria, quem dirá ir até a praia. Maas quem se importa com esses detalhes tão supérfulos, vamos para a praia!

O caminho do bar até em casa foi de ensaios dos detalhes da história que iriamos contar pra mamãe, tudo detalhadamente revisto trocentas vezes pois era uma história muito complexa: “Mãe, vamos passar a noite na casa do Meinha jogando vídeo game.“
Coesão – 100%
Viabilidade – 100%
Facilidade de compreensão e memorização – 100% (Será?)
Entramos em casa,  e foi chegando na porta do quarto que minha mãe pergunta pro meu irmão mais novo, Duh, aonde a gente ia.
-Pra praia mãe!
Eu quero um momento de silêncio aqui, porque eu aposto que um neurônio se suicidou naquela cabeça miserável. Não era uma história complexa, minha mãe não colocou ele na parede e gritou palavras de inquisição, nãããão, ela perguntou calmamente enquanto estava deitada no sofá assistindo Law & Order.

Após o segundo mais: Ai c******o da história, a gente teve que sair correndo com o nada que a gente tinha pego pro carro porque ela não permaneceu naquele sofá por muito tempo, e eu não lembro bem a ordem das coisa mas lembro que ela gritava algo parecido com:
VOCÊS QUE NÃO OUSEM FAZER ISSO SEUS…..
Passou, a gente já tava longe!

E foi na estrada com chuva caindo, em um carro velho e lotado, com banco cheirando a chuva da semana passada foi que notamos que precisaríamos trocar o óleo do motor, e detalhe, teríamos que pagar por isso. Mas não só por isso, também nos demos conta que teríamos que pagar pedágio, gasolina, bebidas e alimentação e que não tínhamos quase nada de dinheiro. Meros detalhes então, pufft, estamos em Santos, são 5 horas da manhã

Praia, mar, areia e… chuva né?!

É claro, que fomo atrás do único quiosque aberto na praia e ficamos lá no bar bebendo igual a gente faz aqui em Campinas, só que agora a gente tava em Santos. Isso até dar 6 hrs quando bateu uma fome, mas a gente não tem muito dinheiro pra comer, então bora pro supermercado comer pão com mortadela e queijo (adoro) e aí depois já passa no botequim e compra umas geladas que a gente tá voltando pra praia, que continua com chuva.

Pra não dizer que a praia estava deserta, tinha uns poucos seres humanos que se espremiam, feito minhocas molhadas e peladas, debaixo dos quiosques. Estado inaceitável pra quem saiu de Campinas pra beber na praia, então, vamos beber na praia. Pegamos nossa sacolinha de plástico com cerveja e fomos até a escultura de Tomie Ohtake, onde fumamos e bebemos em sua homenagem (na época não fazia a menor ideia de quem ela era). Depois sentamos nas pedras que ficam a sua margem e ficamos lá até as ondas ficarem altas demais e nos enxotarem dali.

Não muito tempo depois, a cerveja acabou e como o dinheiro pra comprar mais esvaiu-se também, nós fomos obrigados pela sobriedade a ir embora. Mas não antes do Eric dar um mergulho, vale lembrar que estava frio pra caramba, tava chovendo, era onze da manhã. Ele era o único imbecil na água.

No final das contas, foram 6 horas na praia e 5 no carro. E o melhor da história aconteceu pelo caminho e não pelo destino em si.

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